PME Growth Radar

Como dados, redes sociais e anúncios moldam o marketing digital

Como dados, redes sociais e anúncios moldam o marketing digital

Métricas, Mídia Paga e Redes

Como dados, redes sociais e anúncios moldam o marketing digital (2024-2026): Atualizações e novos desafios

O cenário do marketing digital continua em uma fase de transformação acelerada, impulsionada por avanços tecnológicos, mudanças regulatórias e uma audiência cada vez mais conectada, exigente e consciente. Entre 2024 e 2026, essa evolução se aprofunda, revelando não apenas novas oportunidades, mas também desafios que exigem estratégias cada vez mais éticas, inteligentes e inclusivas. Nesse contexto, a integração de dados, redes sociais e anúncios permanece como o motor principal de inovação, enquanto o ambiente regulatório e as práticas de mercado se adaptam a uma nova realidade de maior fiscalização e controle.

Panorama atualizado: IA, dados e ecossistemas integrados continuam impulsionando personalização, automação e previsibilidade

A inteligência artificial (IA) mantém-se como protagonista na revolução do marketing digital. Ferramentas alimentadas por IA oferecem análise preditiva, automação avançada e personalização em tempo real, possibilitando que marcas tomem decisões rápidas, precisas e altamente impactantes. Especialistas reforçam que “a previsão de comportamentos e tendências tornou-se uma vantagem competitiva imprescindível”, especialmente diante do aumento do custo de aquisição de clientes (CAC). A capacidade de antecipar desejos — muitas vezes antes do próprio consumidor perceber — confere às empresas uma vantagem estratégica decisiva.

Além disso, ecossistemas de alta conectividade evoluíram significativamente, consolidando o conceito de plataformas omnichannel e integradas:

  • Super apps e plataformas integradas continuam a ampliar suas funcionalidades, oferecendo múltiplos serviços — pagamentos, delivery, compras, serviços financeiros e redes sociais — em uma única interface, criando experiências omnicanal altamente personalizadas.
  • O retail media cresceu exponencialmente, especialmente entre pequenas e médias empresas, que em 2025 registraram aumento de 77% no e-commerce. Essa tendência reforça a democratização do acesso à publicidade segmentada e às ferramentas de marketing digital.
  • Social commerce e canais de mensageria (WhatsApp, TikTok, Messenger) evoluíram de canais de comunicação para ambientes de vendas altamente eficientes, onde estratégias autênticas e centradas na experiência do cliente são essenciais.

Setores tradicionais, como o varejo da construção, demonstram uma rápida adoção do ambiente digital. Segundo o Instituto Anamaco, até 2025, aproximadamente 81% das lojas do setor estavam presentes digitalmente, com 79% operando plataformas de vendas online. Essa transformação evidencia que a digitalização deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade competitiva, acelerando a adoção de estratégias omnichannel e investimentos em presença digital.

Inclusão das PMEs e marketplaces: avanços, riscos e controle

Um avanço notável até 2026 é a democratização da IA, que, antes restrita às grandes corporações, agora chega às pequenas e médias empresas através de plataformas acessíveis. Programas de marketplaces, como o Mercado Livre, impulsionaram iniciativas como o IP Booster, que permite aos vendedores registrar suas marcas digitalmente de forma simplificada, fortalecendo a formalização e a credibilidade dos negócios regionais. Essa iniciativa promove uma economia digital mais inclusiva e competitiva, facilitando o acesso às tecnologias de ponta.

Contudo, essa expansão também traz novos riscos, especialmente relacionados ao funcionamento dos marketplaces. Recentemente, o Mercado Livre vem adotando práticas de bloqueio de contas com base em inteligência artificial e machine learning (ML). Uma notícia importante é que o Mercado Livre está bloqueando contas de vendedores que utilizam IA para automatizar processos ou que estejam envolvidos na fabricação de produtos, incluindo setores como moda. Segundo alertas recentes, empresas que usam IA para gestão de estoques ou automação de vendas podem sofrer bloqueios de conta sem aviso prévio, o que representa um risco significativo para pequenos empreendedores que dependem dessas plataformas.

Outro ponto de atenção é a fabricação de produtos, como moda, dentro dos marketplaces. Um vídeo do canal Avantpro, com o título “Fabricação de MODA nos marketplaces: OPORTUNIDADE ou RISCO?”, discute os riscos de fabricação de produtos diretamente nas plataformas, devido às políticas de fiscalização cada vez mais rigorosas. A recomendação é que os vendedores avaliem cuidadosamente seus processos para evitar bloqueios e multas, além de monitorar constantemente as regras de cada marketplace.

Reputação e mensuração: trust score e Brand Health Tracking como ativos estratégicos

Até 2026, a gestão de reputação evoluiu de uma estratégia de branding para um ativo financeiro fundamental. Ferramentas como o "trust score" — que avalia a credibilidade de uma marca com base em critérios como transparência, governança, experiência do consumidor e avaliações públicas — tornaram-se métricas essenciais. Segundo o Instituto QualiBest, a pesquisa de Brand Health Tracking (BHT) permite às empresas monitorar a percepção do público de forma contínua, ajustando suas estratégias de comunicação e relacionamento com maior precisão.

Casos de sucesso, como o da marca Kohll Beauty, liderada por Helo Bertolini, ilustram essa tendência. A marca utiliza IA no rebranding e na comunicação alinhada ao comportamento do consumidor brasileiro, reforçando sua reputação e valor de mercado. Empresas que investem em práticas éticas, governança transparente e monitoramento constante colhem maior credibilidade e preferência, além de valorização financeira.

A preocupação com a ética, transparência e a governança responsável se intensificou, especialmente após o aumento de regulações de proteção de dados e uso responsável de IA. Empresas que adotam boas práticas, incluindo a proteção de dados pessoais e a divulgação clara de ofertas, ganham vantagem competitiva e reduzem riscos regulatórios.

Comunicação, bloqueios e o desafio da autenticidade

Dados recentes do Estadão revelam que um terço dos brasileiros bloqueiam marcas que insistem em comunicação invasiva ou pouco autêntica, indicando uma mudança de comportamento do consumidor. Essa tendência reforça a necessidade de estratégias mais genuínas, menos intrusivas e centradas na experiência do cliente.

Nesse cenário, a construção de uma comunicação que respeite o ritmo, as preferências e a individualidade do público é vital. Como ensina o vídeo de Nara Franzói ("Branding na arquitetura"), é preciso manter a autenticidade e criar conexões verdadeiras, além de construir autoridade fora da bolha das redes sociais.

Regionalização, conteúdo local e capacitação como vantagem competitiva

A regionalização e as ações de brand experience continuam sendo estratégias eficazes para fortalecer a presença e a conexão das marcas com seus públicos locais. Segundo a Economia SC, ações como eventos presenciais, ações culturais e parcerias locais aumentam o engajamento e a fidelidade do cliente, além de fortalecer a identidade regional.

A valorização da produção de conteúdo local também se destaca como estratégia de fortalecimento. Pequenas empresas, como as de Erechim, vêm criando materiais audiovisuais criativos, mesmo com recursos limitados, usando estratégias de inovação. Programas de capacitação, oficinas e imersões são essenciais para que negócios menores aprendam a produzir conteúdo autêntico e relevante, ampliando sua presença digital e conquistando novos públicos.

Táticas práticas e o novo cenário regulatório

Para se destacar nesse ambiente de rápidas mudanças, as marcas devem adotar táticas como:

  • Atribuição avançada: rastreamento completo da jornada do cliente, integrando canais de redes sociais, mensageria, e-commerce e publicidade, para otimizar recursos e maximizar o ROI.
  • Personalização em tempo real: ofertas e experiências sob medida, com base no comportamento do usuário.
  • Omnicanalidade: garantindo uma experiência fluida entre pontos físicos e digitais.
  • Social commerce e delivery: estratégias que continuam impulsionando o crescimento, com destaque para plataformas de marketplace e redes sociais.
  • Retail media e marketing de afiliados: canais estratégicos para ampliar o alcance e obter resultados mensuráveis.
  • Third place: espaços de convivência fora do ambiente de trabalho e casa, que transformam lojas em ambientes de conexão emocional e experiência.

No âmbito regulatório, o uso de dados e IA exige uma postura responsável. Empresas que adotam práticas de governança de dados, proteção de privacidade e segmentação ética terão vantagem competitiva. Recentemente, tem havido maior atenção às práticas de bloqueio de contas por ML, especialmente no Mercado Livre, que vem aumentando a rigidez em suas políticas de fiscalização, muitas vezes levando ao bloqueio de vendedores por atividades relacionadas ao uso de IA ou fabricação de produtos.

Nova dimensão: estratégia de marca e a importância de métricas de performance

Outro aspecto que ganha destaque é a necessidade de equilibrar alcance e vendas, refletindo uma compreensão mais aprofundada das métricas de performance. Um conteúdo recente, como o vídeo "Estratégia de Marca: Por Que o Alcance Não Gera Vendas (A Regra dos 81%) #NoTimeForGurus", reforça que focar apenas em alcance não garante resultados de vendas, sendo fundamental investir em estratégias que promovam conversão, fidelização e qualidade da audiência. Empresas que entendem essa lógica tendem a obter melhores resultados financeiros e uma presença de marca mais sólida.

Implicações atuais e futuras

Atualmente, o sucesso no marketing digital depende de testar rapidamente, integrar canais de forma eficiente e alinhar preço, valor e posicionamento. A combinação de dados, automação ética, inovação no branding e parcerias regionais são as principais alavancas para crescimento sustentável.

A tendência indica que as empresas que investirem em ética, governança, capacitação e inovação tecnológica estarão à frente na construção de marcas sólidas e relevantes. A relação entre tecnologia e responsabilidade social será o diferencial para criar experiências mais humanas, relevantes e duradouras, fortalecendo a conexão entre marcas e consumidores.

Em suma, a digitalização e o uso inteligente de dados continuarão sendo elementos centrais para todos os setores. A integração de tecnologias avançadas, aliada a uma postura ética e à valorização do conteúdo local e regional, será essencial para liderar o futuro do marketing digital — especialmente frente aos desafios e oportunidades trazidos pela crescente fiscalização e pelos riscos de bloqueios em plataformas de marketplace.


Este cenário reforça a importância de estar atento às mudanças regulatórias, às novas práticas de marketplace e às oportunidades de inovação, como a fabricação de produtos, que precisa ser avaliada com cautela para evitar riscos de bloqueios e prejuízos. Empresas que souberem equilibrar tecnologia, ética e criatividade estarão à frente na construção de marcas sólidas e relevantes nos próximos anos.

Sources (19)
Updated Feb 25, 2026